Nove meses após serem banidos da Avenida da Liberdade e da Baixa de Lisboa, os carros sem catalisador estão a partir de hoje também proibidos de circular nas principais artérias da capital. Quem for apanhado a conduzir um automóvel anterior a 1992 no Eixo Norte/Sul, nas avenidas de Ceuta, das Forças Armadas ou dos Estados Unidos da América (ver mapa) arrisca-se a pagar uma multa de 19,95 euros. Arriscar é o verbo correcto, já que a fiscalização será aleatória e só os automobilistas surpreendidos nas operações STOP da polícia municipal serão forçados a cumprir a lei. Circular na Avenida da Liberdade e na Baixa é interdito desde de Julho de 2011 aos carros sem catalisador (anterior a 1992), mas a partir de hoje, a proibição estende-se igualmente aos automóveis com 16 anos. A circulação só será possível a veículos ligeiros posteriores a Janeiro de 1996 e pesados fabricados depois de Outubro desse mesmo ano.
A proibição vigora nos dias úteis, entre as 7h00 e as 21h00, mas prevê excepções, a começar pelos táxis, responsáveis por mais de metade das emissões de poluentes na Avenida da Liberdade, segundo os dados da câmara de Lisboa.
O vereador com o pelouro da Mobilidade Nunes da Silva anunciou entretanto que pretende apresentar esta semana uma proposta para dispensar os taxistas de cumprirem a segunda fase da zona de emissões reduzidas (ZER). A proibição aplicar--se-á só aos táxis com pelo menos 16 anos, que é o caso de 409 automóveis (12%) da frota de táxis licenciada em Lisboa.
Os veículos de emergência, os carros considerados históricos, os que pertencem a residentes nas zonas abrangidas e ainda os carros conduzidos por automobilistas com mobilidade reduzida são outras excepções admitidas. As ligações entre colinas não estão abrangidas por esta regra. São os casos das zonas entre a Rua das Pretas e da Praça da Alegria e ainda a Rua da Conceição.
Com mais esta proibição, a autarquia de Lisboa completa a segunda fase do programa ZER que ficará concluída em 2014. Trata-se de um “passo fundamental” para cumprir as normas ambientais europeias, reconheceu num comunicado a associação ambientalista Quercus, que contudo avisa a câmara para a urgência em adoptar outras medidas como restrições ao estacionamento, promoção do transporte público ou “planos de mobilidade das empresas com grande número de trabalhadores”. São políticas “inadiáveis”, avisa a associação, alertando para os níveis poluição (partículas inaláveis e dióxido de azoto) que se agravaram em 2010 e 2011, ultrapassando os limites impostos na legislação comunitária.In: http://www.ionline.pt/portugal/circular-carro-velho-na-zona-central-lisboa-da-multa-20










